Residência artística

A segunda etapa do projeto Fluxo Invisível – Uma Ode a Diversidade propôs a realização de uma residência artística que reuniu talentos LGBTQIAPN+ em um processo coletivo de criação. Essa etapa reuniu dois coletivos de dança contemporânea: o Corpos Falantes, sediado na Vila Prudente, e a +Uma Companhia de Dança, de São Caetano do Sul. Partindo de vivências pessoais, por meio de escuta, partilha e visibilidade, foi elaborado um espetáculo de dança contemporânea e de performance. O resultado é o espetáculo ZONA 21. É um território simbólico e afetivo onde 21 histórias reais ganham corpo, voz e movimento.

O projeto Fluxo Invisível agradece aos seguintes espaços, que receberam o ZONA 21:

  • Centro de Referência da Dança da Cidade de São Paulo (@crdancasp), que recebeu uma sessão em 28 de junho de 2025;
  • Centro Cultural da Diversidade (@ccdadiversidade), que recebeu uma sessão em 29 de junho de 2025;
  • SESC Santo Amaro (@sescsantoamaro), que recebeu apresentações nos dias 5 e 6 de julho de 2025.
Elenco do espetáculo ZONA 21 mostra artistas LGBTQIAPN+ com corpos, etnias e gêneros diversidicades. Eles, elas, elus vestem roupas coloridas, com diferentes texturas, como rendas e peças com brilho.
Elenco do espetáculo ZONA 21. Foto: Carlos Spinello

Sinopse

Mais do que um lugar, ZONA 21 é uma travessia: um encruzilhamento cênico onde trajetórias diversas se encontram e se entrelaçam. Cada artista carrega suas indagações, afetos e experiências — e, juntas, essas vivências criam uma cartografia poética da existência, do desejo e da resistência.

Fotos de Carlos Spinello

Elenco ZONA 21

ana clara papini

Ela/dela. Artista da dança formada em Jazz, e praticante das modalidades Ballet e Dança contemporânea. Recentemente, iniciou os estudos de Sapateado e Danças Urbanas. Desde 2022, é intérprete criadora da +Uma Companhia.

Ela/Dela, travesti contemporânea formada pelo teatro Bolshoi no Brasil, tem como base para movimentação o improviso e pesquisa corporal através do cotidiano e das possibilidades de um corpo trans em movimento. busca se relacionar com a técnica e traz para o movimento a cultura ballroom que possibilita novos caminhos e propostas para a sua dança.

aryen rufato
carol veloso

É uma bailarina e artista com 27 anos, graduada em Ciências Biológicas,Pedagogia e Matemática. Com experiência em dança contemporânea e jazz desde 2015, ela iniciou sua formação no Espaço PlayFit e continuou no Espaço Cultural Corpos Falantes, onde atuou como professora e coordenadora administrativa. Atualmente, Carol faz parte do Coletivo Corpos Falantes, onde desenvolveu projetos inovadores e colaborativos, incluindo espetáculos como “Complexo de Nina”, “Quem me diz quem sou?”, “Capitãs do Asfalto”, “Objeto/Abjeto Ambulante”, “Quem é que me diz quem somos?” e “A Beleza de ser quem somos”, além do projeto “Forró: Pé no chão, coração aberto”. Ela também participou de workshops e cursos em dança contemporânea, jazz e teatro.Carol Veloso tem um perfil artístico marcado pela exploração de novas linguagens e busca constante de expressão e criatividade.

Ele/dele. Iniciou sua carreira profissional em 1990.
Bailarino e Professor de dança afro-brasileira e africana; Dança contemporânea e Autodidata em Sama do pé, tornou-se Passista de Ouro da cidade de São Paulo em 2011.

fernando ventturini
fetu

Elu/delu é artista da dança, pesquisadore em Artes da Cena e pessoa não-binária. É formade em dança (bacharelado e licenciatura) pela Universidade Estadual de Campinas. Atualmente desenvolve pesquisa de mestrado no Programa de Pós-Graduação em Artes da Cena, também na Unicamp, investigando relações entre a improvisação em dança e a identidade de gênero não-binária. É intérprete-criadore do espetáculo de improvisação “FERIDA: Um encontro em dois atos”.

Flavia é bailarina de jazz, contemporâneo e ballet clássico no Espaço Corpos Falantes há 3 anos. Ja dançou contemporâneo no Theatro Municipal de SP (6 meses – curso livre). Em 2018 foi interprete-criadora do projeto “a luta continua” de um coletivo independente na Inglaterra, projeto esse que contou história de 3 mulheres e suas lutas dentro da sociedade. Flávia dançou jazz e contemporâneo na Cambridge University, tap and jazz society e também vivenciou danças de salão como forró e bachata.

flavia
gabriel vieira

Ele/dele. Como artista, iniciou seu contato com a dança por meio de um projeto social no CCA Casa da Criança Santa Ângela, em Heliópolis (SP). Atualmente, está no último ano de formação em Ballet Clássico e Jazz no A3 Espaço de Dança e, desde 2020, integra o grupo de intérpretes-criadores da +Uma Companhia de Dança.

Ela/dela. Giulia Stuche é bailarina, psicóloga e professora de dança. Iniciou seus estudos na dança a partir do Jazz e do Ballet Clássico. Integrou cias e coletivos independentes e atualmente dá continuidade em suas pesquisas nas áreas da Dança Contemporânea e Jazz. Integra o Coletivo Corpos Falantes e a Raça Cia Experimental.

giulia stuche
gisele emiko

É bailarina e atriz formada e também se arrisca em cantar nas horas vagas. Atualmente faz parte do Coletivo Corpos Falantes e dos elencos do Show da Luna e do Mundo do Bita.

Ele/dele. Com formação em Ballet Clássico, Jazz e Dança Contemporânea é bailarino, professor e coreógrafo. Sua formação perpassa por Escola de Ballet Sandra Amaral e A3 Espaço de Dança (São Caetano do Sul) e Escola de Danças de São Paulo – EDASP e SP Escola de Teatro (Formações Livres). Atualmente assina a direção artística do Atena Espaço de Arte, também é coreógrafo de Comissão de Frente no Carnaval da Cidade de São Paulo e integra a produção e o corpo artístico da +Uma Companhia de Dança. Entende a dança como potente ferramenta de transformação social.

hugo alves
isabella moreira

Ela/Dela. Artista da dança, concluiu sua formação em Jazz Dance em 2025. Atualmente, está em processo de formação em Ballet Clássico e Dança Contemporânea. Integra, desde 2022, a +Uma Companhia como intérprete criadora.

Ela/dela. Iniciou os estudos em 2015 no Centro Cultural de Campo Limpo Paulista, atualmente íntegro ao Coletivo Corpos Falantes como interprete-criadora. Artista do corpo, tem como base de estudo o jazz e o contemporâneo.

julya helen
luca

Artista potiguar que iniciou seus estudos nos ritmos de swingueira, funk e culturas brasileiras. Posteriormente, se dedicou ao ballet clássico, dança contemporânea e dança moderna, formando-se pela Escola de Dança do Teatro Guaira, em Curitiba (PR), em 2022. Como multiartista trans feminina, Luca trabalhou em companhias de dança profissionais no Brasil. Além disso, Luca realiza trabalhos como modelo, performances dançantes e visuais na cena underground. LUCA é a primeira pessoa trans feminina a dançar nas sapatilhas de pontas em uma companhia profissional no Brasil. Atualmente, faz parte da cultura Ballroom, fomentando e educando a cena no Brasil como 007.

Iniciou seus estudos em dança na cidade de Franco da Rocha SP. Estudou por 5 anos no Espaço Play em Francisco Morato onde se formou em Jazz e dança contemporânea. Atualmente compõe o elenco do Anacã Cia de Dança e do Coletivo Corpos Falantes como Bailarina e Intérprete.

mariana
maxine paschoal

Ele/Ela/Elu. Multiartista, formade em Teatro pela Escola Macunaíma, atua como Drag Queer (Ariel Neodrach) e é Bailarine (ballet, jazz e dança contemporânea) há 8 anos. Integra o coletivo +Uma Companhia como intérprete-criadore desde 2020. Vive em prol da arte, pois foi com ela que aprendeu a viver.

Ele/Dele. Artista da dança, intérprete criador e performer, estuda a linguagem contemporânea e jazz e trabalha como intérprete criador no Coletivo Corpos Falantes desde 2018. Acredita no poder transformador da arte e da dança como manifestação cultural, poética e política.

paulo felito
pedro del claro

Ele/Dele. É artista da dança e intérprete criador. Com formação em ballet clássico, também estuda a linguagem do jazz dance e dança contemporânea. Desde 2024, compõe o elenco do Coletivo Corpos Falantes como intérprete criador sob direção de Carlos Veloso.

Ela/Dela. Artista da dança, da performance e da direção, faz do corpo uma linguagem viva de memória, cura e reinvenção. À frente do KAJ Centro de Arte, cria a partir da coragem de existir e evoluir, tecendo obras que respiram poesia e resistência, atravessadas pela presença, pela luta e pelo afeto.

raissa nassar
shayla baila

Shayla Baila é artista independente, arte educador e uma pessoa trans não-binária. Teve seu primeiro contato com a dança através das Oficinas Culturais de Diadema, entrou para o Projeto Núcleo Luz, Ciclo l (iniciante) e no Ciclo ll (profissionalizante) em 2022 e se formou na turma de 2022-2023, sob a direção de Chirs Belluomine. Atualmente, é intérprete e criadore no Coletivo Corpos Falantes, sobre direção de Carlos Veloso, e na Cia Diversidança, sobre direção de Rodrigo Cândido.

Ele/Dele. Ator de teatro, dançarino e palhaço formado na Escola Doutores da Alegria. Diretor da Cia Forè e coreógrafo de alguns trabalhos audiovisuais, como “Estamos Tentando” e “Nicobé”.

ton moura
Rolar para cima