Oficinas

As oficinas fizeram parte da primeira etapa do projeto Fluxo Invisível, intitulada “Que corpos são esses: Reconhecendo memórias LGBTQIAPN+” (veja mais sobre a primeira etapa). Além da coleta de depoimentos, esta etapa trouxe esses cursos teórico-práticos vinculados à cultura LGBTQIA+. Foram abordadas modalidades de dança como Vogue, Ballroom e Waacking. Pessoas interessadas puderam se inscrever com antecedência e todas as atividades do mês de março tiveram as vagas esgotadas. O projeto Fluxo Invisível agradece o Centro de Referência da Dança da Cidade de São Paulo, onde foram realizadas todas as oficinas. O endereço é Galeria Formosa, Baixos do Viaduto do Chá s/n, Praça Ramos de Azevedo.

Vogue na Dança Contemporânea, com Vinnycias

Card de divulgação no Instagram mostra a artista Vinnycias em pé fotografada de cima. Ela está levemente arqueada para trás e olha para cima, de modo que seus cabelos cacheados escorrem em direção a suas costas. O fundo da imagem tem as cores roxo e azul, exibidas de forma cintilante. O card contém informações dos dias e horários da oficina.

Nos dias 7 e 14 de março de 2025, o projeto Fluxo Invisível recebeu a artista Vinnycias para ministrar a oficina de Vogue na Dança Contemporânea. Travesti Preta, Bailarina, Atriz e Performer. Faz parte da comunidade Ballroom na cidade de São Paulo há 2 anos. Formada em dança pelo projeto Núcleo Luz, atua profissionalmente como intérprete/bailarina, coreógrafa e arte educadora há aproximadamente 6 anos. Dentre seus trabalhos profissionais, já participou de Legalmente Loira O Musical, integrou o ballet da artista/cantora Jaloo, e integrou a Dentre Nós Cia de Dança, o Coletivo Desvelo e o Coletivo Corpos Falantes. Sua pesquisa e expressão artística tem como linguagem principal a dança contemporânea e o vogue femme.

Instagram da artista: @vinnycias

Imagem dos participantes da oficinade Vinnycias

Olhares sobre a História do Movimento LGBT+ no Brasil, com Rafael Domingos Oliveira

Nos dias 8 e 15 de março de 2025, foi realizada a oficina Olhares sobre a História do Movimento LGBT+ no Brasil, ministrada pelo artista Rafael Domingos Oliveira. Nesta oficina de dois dias, foram explorados documentos históricos — fotografias, vídeos, periódicos da imprensa, entre outros — que narram a trajetória do Movimento LGBT+ no Brasil, com ênfase no Estado de São Paulo. A partir desses registros, foi proposta uma reflexão sobre as transformações ao longo do tempo, as interseções com outros movimentos sociais, agência de sujeitos históricos diversos e os impactos dessas dinâmicas na contemporaneidade. Além disso, foi discutido como essa memória pode inspirar processos de criação artística, conectando passado, presente e futuro.

Rafael Domingos Oliveira é historiador, educador e editor. Bacharel e mestre em História pela Universidade Federal de São Paulo, onde também realiza pesquisa de doutorado. Foi coordenador do Núcleo de Educação do Museu Afro Brasil e pesquisador do Projeto Querino. Atualmente é coordenador de Acervo e Pesquisa do Theatro Municipal de São Paulo. É autor do livro “Vozes afro-atlânticas: autobiografias e memórias da escravidão e da liberdade” (Editora Elefante, 2022)

Instagram do artista: @rafadoming

Participantes da oficina de Rafael
Card de divulgação no Instagram mostra o artista Rafael Domingos Oliveira em pé, frente para a câmera. Ele está sorrindo e mantém os braços cruzados. Tem bacelo curto e barba preta. O fundo da imagem contém as cores azul e roxo, da identidade visual do projeto Fluxo Invisível. O card ainda contém as informações da oficina do artista.

Trajetória na dança: gênero, sexualidade, raça e estéticas queer, com Eduarda Kona

Card de divulgação no Instagram mostra a artista Eduarda Kona em pé, frente para a câmera. Ela veste um corsete relusente, uma capa e um adereço metálico ao redor da cabeça e do cabelo. Olha para a sua esquerda. O fundo da imagem contém as cores azul e roxo, da identidade visual do projeto Fluxo Invisível. O card ainda contém as informações da oficina da artista.

No dia 15 de março de 2025, houve a oficina Trajetória na dança: gênero, sexualidade, raça e estéticas queer com a artista Eduarda Kona. Eduarda Kona Zion é uma travesti, ativista, professora, bailarina, maquiadora profissional e performer brasileira. É conhecida como uma das pioneiras da cena Ballroom no Centro-Oeste e do país e é Mother de duas casas importantes para cena brasileira: a Internacional Icônica House of Zion e a casa pioneira da cena ballroom do Brasil, a Pioneer House of Hands Up. Além de sua atuação na dança, Eduarda também é pesquisadora e fomentadora da cultura preta-latina-trans-periférica LGBTQIA+. Ela ministra aulas, debates e palestras por todo o Brasil, abordando temas como vogue, cultura LGBTQIA+ e questões de gênero e raça. Eduarda Kona Zion é considerada uma referência nacional na dança vogue e uma importante figura na luta pelos direitos LGBTQIA+ no Brasil.

Instagram da artista: @eduardakonazion

Participantes da oficina de Eduarda

Danças Africanas, com Ton Moura

No dia 15 de março de 2025, foi realizada a oficina Danças Africanas, ministra da por Ton Moura. Sergipano, residindo em São Paulo há 16 anos, com 14 anos de experiência na área artística, com foco nas danças afro, especificamente as danças africanas do Oeste, em particular Guiné-Conacri. Pesquisador na multidisciplinaridade artística, atua como ator de teatro, palhaço e diretor artístico da Cia Forè. Também integra o coletivo de danças africanas Gumboot Dance Brasil.

Instagram do artista: @oxenton

Participantes da oficina de Ton
Card de divulgação no Instagram mostra o artista Ton Moura em pé, frente para a câmera. Ele está sorrindo olhando para a sua esquerda e está levemente suado. Tem cabelos cacheados, bigode e cavanhaque.  Usa adereços que remetem à herança cultural africana nos braços e na cintura. O fundo da imagem contém as cores azul e roxo, da identidade visual do projeto Fluxo Invisível. O card ainda contém as informações da oficina do artista.

Trajetória na Dança: Problemáticas e Avanços de Corpos Trans na Cena Brasileira, com Luca Salvatore

Card de divulgação no Instagram mostra Luca Salvatore olhando câmera. Está de perfil, apoiada sobre a perna esquerda. Sustenta uma pose de balé clássico na qual a sua perna direita está erguida por trás da sua cabeça, com o joelho levemente flexonado. As costas estão arcadas de modo que o tronco e a cabeça estão eretos.  Usa roupas brancas coladas no corpo e sapatilha de ponta. Seu cabelo está em longas tranças box braids, que passam do joelho. O fundo da imagem contém as cores azul e roxo, da identidade visual do projeto Fluxo Invisível. O card ainda contém as informações da oficina de Luca.

No dia 5 de abril de 2025, foi ministrada a oficina Trajetória na Dança: Problemáticas e Avanços de Corpos Trans na Cena Brasileira, com Luca Salvatore. Natural de Natal (RN), Luca Salvatore iniciou seus estudos nos ritmos de swingueira, funk e culturas brasileiras, seguindo para o balé clássico, dança contemporânea e dança moderna. É formado pela Escola de Dança do Teatro Guaíra, Curitiba (PR), em 2022. Multiartista trans não-binárie, trabalhou em companhias profissionais como a Curitiba Cia. de Dança, Téssera Cia. de Dança da UFPR, Balé de Londrina e demais companhias independentes, captando recursos de editais, além de realizar trabalhos como modelo, realizar performances na cena underground. É a primeira trans não-binárie a dançar nas sapatilhas de pontas numa companhia profissional no Brasil. Atualmente, faz parte da cultura Ballroom, fomentando e educando a cena no Brasil sendo 007, ou seja, que participa sem manter vínculo com uma casa (ou “House”) específica. É ex-filhe da Casa de Feiticeiras – primeira House de voguing do sul do Brasil (SC), é Madrinha da House of Ocean (PR) e bailarina intérprete da Intuição Companhia de Dança (SP).

Instagram de Luca: @lucasalvatore.jpeg

Participantes da oficina de Luca

Vogue, com Zaila

Em 11 de abril de 2025, foi realizada a oficina de Vogue, ministrada pela artista Zaila. Artista independente, performer, professora e coreógrafa de danças urbanas. Iniciou os estudos nas danças urbanas, junto com teatro musical, em 2008 começou a participar de festivais e competições de dança pelo Brasil e exterior. Legendary Mãe da Casa de Candaces, primeira Kiki House exclusiva para pessoas Trans, pertencente ao capítulo Brasil dentro da Comunidade Ballroom. Questiona em corpo os espaços ocupados por travestilidades pretas.

Instagram da artista: @zaila.b

Participantes da oficina de Zaila
Card de divulgação no Instagram mostra a artista Zaila apoiada sobre um balcão, olhando para a câmera. Ela está com os dois coltovelos apoiados e mantém as mãos descansando sobre o lado direito de seu rosto, salientando a face, como uma moldura. Tem cabelos pretos e longos,  tatuagens nos braços. Veste um top preto e usa uma corrente com pingente no pescoço. O fundo da imagem contém as cores azul e roxo, da identidade visual do projeto Fluxo Invisível. O card ainda contém as informações da oficina da artista.

Waacking, com Marcos Guilherme

Card de divulgação no Instagram mostra o artista Marcos Guilherme em pé, frente para a câmera. Ele está com os antebraços cruzados em frente ao tronco e as mãos com os dedos abertos em diversas direções. Tem cabelos cacheados, bigode e cavanhaque. Usa maquiagem nos olhos e uma blusa de rede preta. O fundo da imagem contém as cores azul e roxo, da identidade visual do projeto Fluxo Invisível. O card ainda contém as informações da oficina do artista.

Em 12 de abril de 2025, foi ministrada a pficina de Waacking, com o artista Marcos Guilherme. Dançarino, performer e coreógrafo de Juiz de Fora/MG, destaca-se como membro do REMIWL STREET CREW e como co-fundador do coletivo ÊVEM House. Com uma carreira sólida, já atuou como professor de danças urbanas em estúdios renomados, colaborou com figuras destacadas da dança brasileira e trabalhou com artistas como Majur e Pabllo Vittar. Integrante ativo do coletivo LGBTQIA+ Kiki House Of Império, Marcos se dedica ao Voguing Performance e à disseminação das culturas Club Dancers, House e Waacking. Atualmente, é membro e coreógrafo do balé da cantora Majur, coreógrafo da cantora Paige, e participa ativamente de eventos e workshops de dança pelo Brasil.

Instagram do artista: @marcosguilheerme

Particpantes da oficina de Marcos

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